quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Aprendendo a lidar com os falsos profetas.






Aprendendo a lidar com os falsos profetas.
Por Renato Vargens

D.M. Lloyd Jones costumava dizer que todo falso ensinamento deve ser odiado e combatido. O Novo Testamento nos ensina que assim fez nosso Senhor e todos os apóstolos, e que eles se opuseram e advertiram as pessoas contra seus ensinos falsos.

Infelizmente nos dias de hoje, parte da igreja de Cristo fundamentado numa percepção distorcida das Escrituras Sagradas, afirmam que o espírito de amor cristão é absolutamente incompatível com a denúncia crítica e negativa dos erros da igreja. Ora, o Senhor Jesus Cristo denunciou os falsos mestres e as suas distorções doutrinárias. Ele os denunciou como "lobos vorazes, sepulcros caiados" e guias cegos". O apóstolo Paulo ao tratar de alguns destes sem titubeios afirmou: "o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia". Entretanto, fundamentados numa espiritualidade piegas, algumas pessoas continuam defendendo a causa que não devemos julgar o próximo, até porque Cristo nos mandou que amássemos uns aos outros.

Talvez ao ler este artigo você esteja a pensar: Isso mesmo quem somos nós para julgar alguém? Não foi o Senhor que disse que não devemos julgar para que não fôssemos julgados?

Prezado amigo, quando o Senhor Jesus advertiu contra o juízo temerário (Mt 7:1-6), Ele não estava declarando pecaminoso e proibido toda e qualquer forma de juízo. Dentro do contexto de Mateus nosso Senhor nos induz a discernir quem é cão e porco para que não se desperdice a graça de Deus. Julgar não é pecado! Afinal o próprio Deus exerce juízo. Ele mesmo nos ordena exercer o discernimento, que, diga-se de passagem, é o dom mais ignorado, e talvez o mais odiado hoje em dia.

Cristo julgou os escribas e fariseus pelo seu comportamento hipócrita e doutrinariamente distorcido (Mt 23:1-36). Se o julgar não é o papel de um homem de Deus, então creio que tanto os profetas do Antigo Testamento como os apóstolos devem ser despidos deste título! O que falar então dos crentes de Béreia? Ora, diz a Bíblia que eles não engoliam qualquer ensinamento, antes pelo contrário, verificavam se o ensino estava de acordo com a sã doutrina.

A questão é que os adeptos da promiscua teologia da prosperidade, fazem do juízo temerário uma interpretação conveniente, onde aliado ao ensinamento de que não se deve tocar no ungido do Senhor, propaga-se a doutrina do amor que não denuncia.

Isto posto afirmo que a Igreja do Senhor, possui um compromisso com verdade e que a verdade deve prevalecer em todos os momentos e circunstâncias.

Pense nisso!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Pai de santo gospel.






Pai de santo gospel.
Traz em sete dias a pessoa amada!

Renato Vargens

Isso mesmo. Você não está trocando as palavras, nem tampouco enlouqueceu. A mais nova modalidade de unção neopentecostal é o óleo do amor.

Segundo os adeptos desta doutrina, aqueles que usarem do óleo ungido, em sete dias encontrarão o amor. Ora, definitivamente o evangelho de nosso Senhor foi sincretizado, isto porque, as práticas e comportamentos de parte da liderança evangélica não possui nenhuma relação com a sã doutrina, parecendo muito mais um misto de credos e ensinamentos do que qualquer outra coisa que se denomine cristianismo.

Infelizmente a cada dia somos surpreendidos com novos fatos que nos levam a mais profunda perplexidade. As praticas litúrgicas por parte da igreja evangélica brasileira fazem-nos por um momento pensar que regressamos aos tenebrosos dias da idade média. Nessa perspectiva, as bênçãos de Deus não são frutos de sua maravilhosa graça, mais sim, conseqüências diretas de uma relação baseada na troca ou no toma-lá-dá-cá. Neste contexto, tudo é feito em nome de Deus e pra se conseguir a benção é absolutamente necessário pagar e pagar alto!


Por favor, responda sinceramente:

Qual a diferença da oferta extorquida do povo sofrido nos dias atuais pra venda das indulgências da idade média? Qual a diferença dos utensílios vendidos no século XVI, para os que comercializados em nossos templos nos dias de hoje?

O que me chama atenção, é que a igreja evangélica brasileira diante de tanta sandice ainda advoga a causa de que estamos vivendo momentos de um genuíno avivamento. Outra vez lhe pergunto: Será? Que avivamento é esse, que não produz frutos de arrependimento? Que avivamento é esse que não muda o comportamento do crente? Que avivamento é esse que não converte o coração do marido a esposa e vice-versa? Que avivamento é esse que dicotomiza a relação entre pais e filhos? Que avivamento é esse que relativiza a ética?

Caro leitor, acredito piamente que os conceitos pregados pelos reformadores precisam ser resgatados e proclamados a quantos pudermos.

Alguma coisa precisa ser feita!

Pense nisso!
Renato Vargens

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Qual a sua postura na Igreja?


Atos - 20 , 1 -12
Paulo e sua comitiva estavam em mais uma viagem missionária. O verso 4 dá os nomes de alguns dos membros da comitiva. Eles se encontram na cidade de Trôade.

A viagem é narrada por Lucas, um médico que faz parte da comitiva. Lucas é testemunha ocular de tudo o que está acontecendo.

Era o primeiro dia da semana – dia equivalente ao domingo no calendário ocidental. Era também o dia da comemoração da Ágape, a Festa do Amor.

Paulo aproveita o momento festivo para reunir a Igreja, exortá-la a permanecer na fé e celebrar a Santa Ceia.

Uma vez que Paulo teria que partir já na segunda-feira, ele tinha que aproveitar ao máximo o curto espaço de tempo para doutrinar a igreja e compartilhar tudo o que Deus estava fazendo naqueles dias.

O culto teve hora para começar, mas não tinha hora para terminar. Paulo começou a pregar e seu sermão se estendeu até a meia-noite.

O texto diz que havia muitas lâmpadas no salão de culto. Na verdade as lâmpadas eram tochas alimentadas a óleo.

Naquela época era comum a fumaça do óleo queimado em contato com a vista provocar sono nas pessoas.

Lá pelas tantas... um jovem... escolheu um lugar inadequado para se assentar: Onde?

... uma janela no terceiro andar.

Talvez fosse um daqueles jovens teimosos que o pastor chamava para se assentar na frente, mas ele não obedecia e empacava no mesmo lugar.

Paulo pregava... pregava... pregava.... as pessoas se alegravam... havia júbilo na igreja...

Mas aquele jovem não sentia nada... apenas sono e tédio... Ele não via a hora de terminar aquele sermão enjoado!!!

A presença de Paulo era chata! Que cara cansativo! Que sujeito enfadonho!

Mas aquele jovem não sabia que naquela noite aconteceria algo que mudaria a sua vida para sempre!

Quem era esse jovem? O que aconteceu com ele? ... Vamos ler o verso 9.

Ele caiu da janela do terceiro andar e morreu... Morreu!!!

E agora???

Pasmem... O pregador, que para aquele jovem era chato... cansativo... enjoado... interrompeu o sermão...

... desceu... inclinou-se sobre o jovem... abraçou o jovem morto no chão... e o moço ressuscitou!!!

“Desceu”... “inclinou-se”... “abraçou”... São gestos bem sugestivos... Não são gestos comuns...

Paulo demonstra gestos de misericórdia, de amor, de compaixão por alguém que o rejeitou.

Aqui aprendemos algumas lições muito preciosas. Anote aí!!!

1ª Lição: Não despreze quem pode te ajudar.

O jovem desprezou Paulo, mas na hora que ele caiu da janela, Paulo interrompeu tudo para ajudá-lo.

Paulo abraçou aquele jovem... e o abraço lhe trouxe de volta a vida. Não era apenas o abraço de Paulo... era o abraço de Jesus. Paulo era o instrumento... Aquele jovem recebeu o abraço de Jesus!

Às vezes desprezamos as pessoas... as ignoramos... mas um dia acontece uma reviravolta em nossa vida e Deus nos coloca sob os cuidados daqueles que nós desprezamos.

Você tem desprezado Jesus, mas na hora que você cai da janela... na hora de sua dor, de sua aflição, Jesus pára tudo... desce... se inclina sobre você... te abraça ... e te dá novo ânimo.

Por que você continua desprezando Jesus?

2ª Lição: Saia da janela!

Aquele jovem estava sentado na janela... não prestou atenção na pregação... foi tomado pelo cansaço... adormeceu... caiu... e morreu.

Por que ele estava sentado na janela? Existia uma razão para ele estar ali naquela janela!

A janela, aqui no texto, representa muito mais do que uma simples janela...

A janela é como os olhos... coloca-nos em contato com o mundo... Era o lugar onde aquele jovem poderia olhar para fora... olhar para o mundo.

A janela representa o lugar onde muitas pessoas escolhem estar quando não querem viver uma vida de compromisso com Jesus e sua palavra.

Aquele jovem certamente não era convertido. Por esta razão ele escolheu ficar na janela!!!

Ele estava vivendo um conflito... Não sabia se ouvia o sermão de Paulo que trazia a mensagem do evangelho ou se escutava as vozes da rua.

Ele não sabia se ouvia a palavra de Deus e se comprometia com Cristo ou se olhava através da janela e recebia a oferta do mundo... do pecado...

Há jovens na igreja que se sentem atraídos pelas coisas do mundo!!!

São jovens que não saem da janela...

Eles são atraídos pela prostituição, pela pornografia, pelas drogas, pelo álcool... pela violência... Oscilam entre o céu e o inferno... entre a vida e a morte!

Jovem! Saia da janela de satanás! Esta janela ainda vai te dar um tombo e te levar a morte!

Ouça a Palavra de Deus! Entregue sua vida a Jesus! Assuma um compromisso com Deus e com a Igreja! Seja um cristão de verdade!

... Saia da janela!!!

3ª Lição: Não perca a segunda chance!

Aquele jovem era um sujeito displicente e não queria nada com o evangelho.

Ele morreu... mas graças ao poder do Senhor Jesus manifesto no abraço de Paulo, ele voltou à vida. Ele teve uma segunda chance.

Vamos ler o verso 12.

Aí diz: “Então, conduziram vivo o rapaz e sentiram-se grandemente confortados”.

O verbo “conduzir” significa “guiar”, “levar”, “dirigir”, “apascentar”, “discipular”...

Ao ter uma segunda chance, aquele jovem deixou-se conduzir... deixou-se apascentar...

... Permitiu que seu pastor o pastoreasse... ele permitiu que seus irmãos em Cristo o conduzissem .

O resultado é que todos “sentiram-se grandemente confortados”.

Aquele jovem aproveitou a segunda chance que Deus lhe deu. Mas ele precisou cair da janela...

Será que você também vai precisar cair da janela?

Você está esperando cair da janela e morrer para dar valor ao evangelho de Cristo?

Por que você insiste em rejeitar a presença de Jesus em sua vida?

Você... que está na igreja... que é membro da Igreja... que ouve tantos sermões como aquele jovem ouviu, mas continua resistindo ao chamado de Jesus... Ele está te dando uma segunda chance... aproveite!

Você... que não pertence a nenhuma Igreja... que ouve tantas vezes a mensagem do evangelho, mas não aceita Jesus como salvador pessoal... Jesus está te dando uma segunda chance... aproveite!

Você... que já caiu da janela uma vez e está experimentando o abraço de Jesus... aproveite!

Não perca a segunda chance!!!

sábado, 24 de outubro de 2009

SEM CONVICÇÃO NÃO HÁ TRANSFORMAÇÃO



I Reis 17.1
Então Elias, o tisbita, que habitava em Gileade, disse a Acabe: Vive o Senhor, Deus de Israel, em cuja presença estou, que nestes anos não haverá orvalho nem chuva, senão segundo a minha palavra.
É possível transformar uma situação? Uma pessoa? Uma nação?
Sim! Mas é preciso ter convicção.
SEM CONVICÇÃO NÃO TRANSFORMAÇÃO.

Segundo a descrição histórica de I Reis 16.30-33, a situação de Israel era terrível. O rei Acabe deu as costas a Deus e, deliberadamente, se opôs a ele. Dedicou-se à idolatria e a promoveu junto ao povo. Havia um número muito pequeno de fiéis, porém, estavam amedrontados e vivam escondidos numa caverna.

Os valores nacionais foram corrompidos. Houve um declínio moral incrível. A nação se afastou de Deus (não só rei e sua esposa, mas todos, do menor ao maior).

O profeta Elias foi o único que resistiu, que não entrou na onda da maioria. Ao contrário, ele colocou de lado o conforto e a conveniência para testemunhar em nome de Deus, mesmo colocando sua vida em risco.
E Elias conseguiu mudar o quadro. Ao final, os profetas de Baal foram derrotados; o rei Acabe foi deposto e sua malígna esposa Jezabel foi devorada por cães. A nação voltou-se mais uma vez para Jeová, o único Deus verdadeiro.

Se a convicção é condição essencial para a transformação, temos que perguntar: Quais eram as convicções de Elias?O que o tornava tão firme? Onde alguém poderia encontrar coragem para manter-se firme na fé naqueles dias escuros, quando uma nação inteira havia abandonado a verdade? Onde ele arranjaria forças para encarar um rei idólatra e avisar que seu castigo está próximo?

Encontraremos as respostas a estas perguntas, ao estudar a vida e o ministério de Elias. Examinaremos três princípios chaves de aplicação prática em nossos dias.

1. ELIAS TINHA CERTEZA DA REALIDADE DE DEUS - vs 1a.
"Tão certo como vive o Senhor...".

- Deus é vivo e o profeta não tinha dúvidas a esse respeito.

- Acabe e seus comparsas achavam que tinham acabado com o culto a Jeová. Mas cometeram um grave erro. Esqueceram-se de um único homem - Elias. E, para que Deus transforme qualquer situação, basta um único homem, um indivíduo completamente comprometido com Deus, imbuído daquela convicção, daquela certeza que só Deus pode pôr no coração dele.

- Um dos aspectos mais fascinantes do cristianismo é seu poder de transformar vidas.O mundo não se impressiona com o nosso discurso. É o caráter que conta. O que as pessoas querem mesmo ver é a realidade de Deus em nossas vidas.

- Existe na sua vida algo que não possa ser explicado pelo mundo natural? Alguma prova concreta da realidade de Deus em sua vida? Seus filhos podem ver isto? Seus pais? Vizinhos? Amigos? Inimigos?

Jó tinha esta convicção: Pois eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra (19.25).

O Apóstolo Paulo também: Por esta razão sofro também estas coisas, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia (II Timóteo 1.12).

2. ELIAS TINHA CERTEZA DE QUE ERA REPRESENTANTE DE DEUS - vs. 1b.
"Perante cuja face eu estou".

Deus usa pessoas comuns para alcançar propósitos divinos - é um milagre.

Entretanto, embora o mundo tenha sede de respostas, muitos crentes gaguejam. Enquanto o mundo estende os braços pedindo socorro, os crentes observam a tudo, imóveis ou dando de ombros.

Elias poderia ter feito isso também, no entanto disse: "Eu sirvo ao Deus de Israel".
Sabe como Deus reage às crises? Ele convoca seus servos ao serviço. Não apenas no púlpito, mas em todos os lugares (lares, empresas, escolas, etc.).

Deus não quer ativismo; quer que estejamos disponíveis sempre que Ele precisar. "Senhor, que desejas de mim hoje?". Nós somos os representantes de Deus na terra.

O Apóstolo Paulo declara em II Coríntios 5.20: De sorte que somos embaixadores por Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamo-vos, pois, por Cristo que vos reconcilieis com Deus.

SEM CONVICÇÃO NÃO HÁ TRANSFORMAÇÃO

3. ELIAS TINHA CERTEZA DE QUE O PODER DE DEUS ESTAVA À SUA DISPOSIÇÃO - vs 1c.
"Nem orvalho nem chuva haverá nestes anos segunda minha palavra".

Como é que ele poderia ter tanta certeza disso? Elias era algum tipo de mago? Não. Lemos no livro de Tiago que: "Elias era homem semelhante a nós".

Seu segredo era orar e estudar as Escrituras. Assim, podia confiar que o Senhor faria aquilo que havia dito.

As palavras que ele disse podem ser encontradas em Deuteronômio 11.16-17: Guardai-vos para que o vosso coração não se engane, e vos desvieis, e sirvais a outros deuses, e os adoreis; e a ira do Senhor se acenda contra vós, e feche ele o céu, e não caia chuva, e a terra não dê o seu fruto, e cedo pereçais da boa terra que o Senhor vos dá.

Em outras palavras, Elias sabia que a Palavra de Deus é poderosa para transformar o mundo.
Será que acreditamos naquilo que as Escrituras têm a dizer ao mundo atual? Podemos transformar este mundo, se o poder de Deus fluir através de nós.
Mas, é preciso ter convicção.

SEM CONVICÇÃO NÃO HÁ TRANSFORMAÇÃO

Conclusão
Elias mudou o rumo da história, pois tinha convicção.
Tinha convicção da realidade de Deus;
Que era um representante de Deus;
Que o poder de Deus estava à sua disposição.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

TESTEMUNHO DE UMA NEOPENTECOSTAL


Os falsos apóstolos e profetas são autoritários, gananciosos e hipócritas.
Os falsos apóstolos e profetas





são autoritários, gananciosos e hipócritas.



Eis aqui parte do testemunho da vítima de uma “sinagoga penteca”, com os seus profetas e apóstolos, uma gangue que se locupleta de dinheiro, à custa da ignorância bíblica dos membros bem intencionados que frequentam suas “sinagogas pentecostais”.

“Nasci em um lar pentecostal, e essa igreja, há um tempo atrás, se uniu com a igreja Maná de Portugal (do ‘apóstolo’ Jorge Tadeu... Conhece-o? Meu marido e eu servíamos como pastores, e o jugo era insuportável, porque cobravam de nós [em serviço] tanto quanto cobravam dos obreiros em tempo integral, os quais ganhavam muito bem para fazer a ‘obra’.

Meu marido é advogado, mas não conseguia trabalhar direito, por causa do tempo dedicado à igreja. Conclusão, fomos ficando endividados [pecando contra Romanos 13:7-8). Então, começamos a questionar. Por que pregávamos tanto sobre a doutrina da prosperidade, enquanto, às vezes, não tínhamos dinheiro nem para colocar gasolina em nosso carro?

Éramos obrigados a tirar duas ofertas no culto e a ministrar sobre dinheiro, o que foi nos oprimindo muito, por não estarmos vivendo aquilo. Então, quando as ofertas caíam, éramos chamados em particular e cobrados pela liderança, a qual dizia que precisávamos atingir os alvos em dinheiro. A gota dágua foi um dia, com o questionamento de um “bispo” ao meu esposo, que ele deveria escolher entre servir a Deus ou ser advogado (isso sem salário algum da igreja, é claro)

Choramos muito naquele dia, indagando-nos: “Como poderíamos ser sustentados? Temos família, contas, meu filho era ainda um bebê e, muitas vezes, a família do meu esposo - cujos membros nem são convertidos ainda - era quem nos ajudava financeiramente. Era vergonhoso!

O ‘apóstolo’ e os ‘profetas’ da Igreja nos ensinavam que Deus jamais falaria conosco, mas sempre diretamente com o apóstolo. Ele, sim, era chamado e ‘ungido de Deus’. Um dia, questionado sobre o que era unção, o Apóstolo Jorge Tadeu respondeu: É que uns são e outros não... Todos caíram na risada (pastores e bispos).

Enfim eu meditava muito em Efésios, fazendo a oração que Paulo fez, pedindo que o Pai abrisse os nossos olhos e mostrasse a nossa vocação. Deus tocou meu marido. Ele não quis mais ser pastor e, automaticamente, começou a trabalhar em mim (mais difícil de ser convencida). Ele entendeu que não tínhamos conhecimento bíblico para assumir tal função e já havia ali muitos cegos guiando outros cegos.

Orei ao Senhor e entendi que deveria fechar minha boca e ser-lhe submissa, ou seja, acreditei de coração que Deus estava no controle de tudo...

Foi então que conheci você e Humberto [Fontes] pela Internet. Fui sendo liberta de tanta religiosidade, por meio de vocês. Sei que ainda não totalmente. Tenho muito que aprender. Mas estou em processo de aprendizagem ... E vocês fazem parte disso.

Enfim, a experiência que tivemos com essa igreja [carismática] foi muito séria, porque vimos de perto o que descrevi, sem falar do luxo que era dado ao ‘apóstolo’ quando este chegava ao Brasil. Ele se hospedava [e continua se hospedando] num luxuoso hotel cinco estrelas de São Paulo, cuja diária é, no mínimo. R$ 1.000,00, tudo pago com o dinheiro dos membros da congregação. Sem falar na diária paga para toda a sua família e comitiva, a qual oscilava entre 15 a 20 pessoas. Isso eu vi com os meus próprios olhos, pois estive em algumas reuniões naquele hotel. Quando o ‘apóstolo’ chegava, ele era tratado como um rei. Havia divisões de mesas e a mesa dele era compartilhada somente com os bispos; a dos pastores, com o povão. Às vezes, o ‘apóstolo’, os bispos e os pastores se reuniam após o culto, num coquetel chique, permitido apenas aos da elite da igreja.

Hoje, o Senhor nos tem abençoado muito, porque abandonamos essa ‘sodoma espiritual’, estamos trabalhando muito, graças a Deus, e nada tem nos faltado. Saímos desse jugo e louvo a Deus por sua vida”. Assinado: G.S.



Por essas e outras, não aceito cargo algum na igreja. Não quero pertencer a elite alguma no Reino de Deus. Quero ser apenas serva do Senhor Jesus Cristo. Quando vejo um homem pecador usando o título de "presidente da igreja”, fico imaginando quem estaria ocupando o cargo de “vice”... Talvez o Senhor Jesus Cristo?

E ainda há quem fique me criticando porque eu denuncio os podres desses meliantes religiosos, para quem o Anticristo vai chegar e dar uma vida muito apropriada aos seus merecimentos! Porque, se fazem tais horrores com os próprios irmãos, eles comprovam que não são nascidos de novo e merecem receber todas as pragas do Apocalipse. Maranata!



Mary Schultze, 08/10/2009

www.maryschultze.com

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Por quê ainda não alcançamos o Brasil para Cristo?



Por quê ainda não alcançamos o Brasil para Cristo?

Textos: Mateus 28:18-20; Lucas 8:4-8 e II Coríntios 9:6
Introdução
A grande negligência na evangelização dos últimos séculos resume-se em três palavras: FALTA DE PAIXÃO. Temos pessoas para o trabalho (muita gente nas Igrejas e nos seminários), temos ferramentas (há dezenas de métodos), temos material para escolher (muita literatura); entretanto falta alguma coisa, isto é, o fogo santo que venha inflamar nosso povo e o ponha a arder para a glória de Deus- falta paixão por Jesus e pelas almas perdidas. Sem esta paixão não chegaremos a lugar algum; passaremos a vida marcando passo como tem acontecido até aqui. Podemos ilustrar com o ateu no incêndio da Igreja numa época em que não havia corpo de bombeiros. O templo pegou fogo e todos os membros foram ajudar a apagar o incêndio, e lá estava um ateu ajudando. Um conhecido brincou com ele, dizendo que era a primeira vez que o via na Igreja, e o ateu respondeu: Também é a primeira vez que a Igreja pega fogo! Que pena que tantas Igrejas sejam frias a ponto de não atrair as pessoas. Quando pensamos em semear a palavra de Deus, nosso exemplo máximo é Jesus Cristo. Ele deixou o céu e veio a este mundo, andando pelos caminhos e valados, aldeias e cidades, pregando a boa nova de salvação, curando os enfermos, alimentando os famintos, etc. Durante seu ministério fez discípulos e os ensinou pregar o evangelho, mostrou-lhes o mundo e suas necessidades, dizendo que os campos estavam brancos para a ceifa. Depois enviou-os de 2 a 2 e a experiência foi maravilhosa, voltaram dizendo que até os demônios lhes eram sujeitos. Na parábola do semeador ensinou-lhes que os corações não são todos iguais, alguns estão prontos, mas outros precisam de trabalho árduo, são insensíveis; outros tem pedras e espinhos, mas a semente deve ser semeada. A semente é a palavra de Deus. O trabalho de evangelismo é um trabalho árduo, e precisa de pessoas apaixonadas. Depois de sua morte e ressurreição, Jesus apareceu aos seus discípulos lembrando a missão principal, e disse: “Portanto, ide e ensinai todas as nações batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu nos tenho mandando, e eis que estou convosco todos os dias e até a consumação dos séculos.” Antes de subir ao céu, Jesus convidou aquela pequena Igreja formada pelos discípulos, para que fossem à Galiléia, pois desejava encontrar-se com eles, para deixar sua última mensagem “Mas recebereis o poder do Espírito Santo que há de vir sobre vós e ser – me - eis testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda Judéia, Samaria e até aos confins da terra” Atos 1:8. O trabalho iniciado pelo Mestre estava agora sob a responsabilidade daquela Igreja, e posteriormente a nós. Pregar o evangelho sempre foi e será a tarefa suprema da Igreja. Quando a Igreja perde esta visão, perde também sua finalidade neste mundo e pode fechar as portas de seus templos. Deus fala através de Sua Igreja, e é nossa a responsabilidade de pregar o evangelho. “Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; da minha boca ouvirás a palavra, e os avisarás da minha parte. Quando eu disser ao perverso: Certamente morrerás; e tu não o avisares para o advertires de seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei.” Ez. 3:17,18. Por que não temos alcançado o mundo ainda? Por que o evangelho ainda não chegou a todos os povos? Por que somos tão limitados? Porque pensamos só em nós mesmos, e não nas pessoas que se perdem. O trabalho que Jesus iniciou está agora em nossas mãos e somos responsáveis.

I- A vida espiritual da Igreja tem sido obstáculo para um evangelismo eficaz
A Igreja tem perdido muito de suas características primitivas; é certo que vivemos tempos diferentes daqueles e com problemas difíceis também, mas não há dúvida de que a Igreja está perdendo seu zelo pelo evangelho. Alguém afirmou: “No passado os crentes eram perseguidos por causa do evangelho, mas hoje, o evangelho é perseguido por causa dos crentes”. Para que haja um evangelismo eficaz a Igreja precisa ter vida espiritual e moral também. A Igreja precisa voltar às suas atividades principais O cuidado com a vida espiritual, vida devocional sem interrupção; a responsabilidade pessoal com os perdidos, oração e testemunho; o discipulado dos membros da Igreja e o aproveitamento dos leigos na obra de missões. O maior erro das últimas décadas foi o envio de missionários que não deram ênfase nestas três áreas, e por isso as Igrejas que surgiram sempre precisaram de ajuda de fora e quando estes falharam as Igrejas acabaram ou estão a passo de tartaruga até hoje. Qual tem sido o programa de Oração da maioria das Igrejas? Muitos crentes não acreditam no poder de Deus e por isso não oram. Como tem sido o trabalho de evangelismo das Igrejas? Quem está fazendo este trabalho? Poucas pessoas estão de fato envolvidas nessa obra. Como está sendo feito o discipulado? Qual o material usado? (A JMN tem um programa de discipulado Sistemático com ótimo currículo). Grande parte dos membros de nossas Igrejas não é discípulo de Jesus. Gostaria de destacar três dos mais graves problemas da Igreja hoje: 1-CULTOS FORMAIS E FRIOS. Há muita gente pensando que Deus precisa de cultos, por isso tanto faz ir ao culto como ir à praia, ou ficar em casa. Este mal reflete na sociedade. Onde há uma Igreja viva, que canta com entusiasmo, que ora, que testemunha de Jesus, o povo se converte. Quando falo que Igreja viva, não estou falando de Igreja barulhenta, mas de Igreja que trabalha, de Igreja que ama o Senhor Jesus e obedece sua palavra. O livro de Atos conta a história da Igreja apostólica e encontramos o segredo do poder espiritual: “Todos os dias no templo e nas casas não cessavam de ensinar e anunciar a Jesus Cristo”. Temos aqui evangelismo e discipulado exatamente como Jesus ordenou. Todos os dias. O segredo do crescimento é a pregação do evangelho todos os dias; cada crente reconhecia sua responsabilidade diante de Deus e do mundo. Hoje temos que ouvir a lamentação do Senhor “As vossas luas novas e os vossos cultos os aborrece a minha alma, já me são pesados, já estou cansado de as sofrer” Is. 1:14 O culto se torna sem valor se não for acompanhado da obediência à palavra de Deus. O culto que prestamos é de acordo com a visão que temos de Deus. Deus não precisa de shows, mas corações contritos, quebrantados, humildes, dispostos a obedecer. 2-IMATURIDADE RELIGIOSA. Este é outro problema sério nas Igrejas. A Igreja precisa crescer, mas a história comprova que nem todos que professam a fé alcançam maturidade religiosa. Poucos podem dizer como Paulo: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino”. Quais são as coisas de menino que existe nas Igrejas? Ressentimentos, desentendimentos, intrigas, desvios doutrinários, murmuração, etc. Grande parte das Igrejas hoje e até lideres têm esses problemas, porque nunca levaram a sério o estudo da palavra de Deus. São crentes com 10, 20, 30 anos, mas não têm segurança doutrinária; e quantas divisões nas Igrejas por causa da imaturidade religiosa. Quanta heresia existe sobre o Espírito Santo? Há necessidade de um estudo mais sério da palavra de Deus. O escritor da carta aos Hebreus estava preocupado com essa falta de crescimento espiritual e escreveu dizendo “Porque pelo tempo já devíeis ser mestres, mas ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos de Cristo.” Isso é imaturidade! Pelo tempo de vida cristã deviam ser mestres, estar ensinando outros, mas ainda precisam aprender os primeiros rudimentos, o ABC da vida cristã. Dr. R. A. Torrey disse: “99% dos crentes estão apenas brincando de estudar a Bíblia, por isso 99% são anões espirituais, quando poderiam ser gigantes, tanto na vida quanto no serviço”. 3-NEGLIGÊNCIA NA CAUSA. Jesus entregou a bandeira do evangelho aos apóstolos e à Igreja primitiva e eles cumpriram a missão, evangelizaram o mundo daquela época; agora está em nossas mãos e a ordem é ir e pregar. Foi com derramamento de sangue que o evangelho chegou até nós, mas temos negligenciado. Cometemos o pecado de achar que estamos fazendo muito, mas estamos perdendo campo para as religiões de satanás, que crescem assustadoramente em nosso país. Temos que admitir que não estamos conseguindo fazer com que o evangelho, poder de Deus, penetre nos corações das massas deste mundo. Precisamos acordar, as portas estão abertas como nunca estiveram, é necessário que espalhemos a divina semente do evangelho em todos os lugares de nosso país. Se cada crente ganhasse uma alma por ano, em apenas 33 anos o mundo seria alcançado. Mas há crentes que nunca ganharam uma alma para Jesus.
II- Para que haja avanço evangelístico/missionário é necessário um grande avivamento
Há um vácuo no coração do povo, milhões estão com fome e sede das sagradas escrituras, nunca o povo esteve com tanta vontade de ouvir como agora. O homem foi feito para adorar a Deus, mas quando não é orientado, começa a servir aos demônios. Substitui Deus pela idolatria, pelo dinheiro, pela droga, pelo sexo, etc. E nós somos responsáveis por isso, mesmo estando alheios ao que acontece ao nosso redor. Precisamos de um avivamento espiritual para evangelização de nosso país; e o trabalho de evangelismo é uma característica de avivamento. Todos os avivamentos Bíblicos e históricos tiveram como característica principal o trabalho de evangelismo. Toda Igreja estava envolvida com o testemunho pessoal todos os dias, no templo e nas casas. Conta-se que na Europa, quando alguém morre; a casa funerária submete o cadáver a um tratamento todo especial. Embalsama, perfuma, faz maquiagem, veste roupas lindas, coloca flores e música; leva de dois a quatro dias para o sepultamento. Aqueles homens trabalham tão bem que o defunto fica mais bonito do que quando estava vivo. Por mais que o adorne a realidade é que ele está morto. Muitas vezes fazemos assim com a Igreja, tentamos tudo para maquiar a noiva de Cristo: pintamos o templo, colocamos flores, bancos novos, órgão, piano, bateria, guitarra, um som espetacular, mas na realidade a Igreja está morta. Em matéria de evangelismo e missões não faz nada; não há amor pelos perdidos; na verdade não há amor a Jesus! Não adianta barulho sem trabalho. Não podemos substituir a evangelização por eventos, programas, shows, etc. Precisamos sim, repetir com sinceridade a oração de Habacuque: “Ouvi, Senhor a tua palavra e temi; aviva oh Senhor a tua obra no meio dos anos; no meio dos anos a notifica”. Hab.3:2. Mas para que aconteça um avivamento espiritual precisamos dobrar nossos joelhos e clamar ao Senhor para que nos dê uma vida de justiça; de intensa busca ao Senhor e abandono de todo pecado. Deus espera que haja em nós um avivamento! Deseja nos avivar!
III- Para que haja avanço evangelístico precisamos sentir angústia pelas almas
Como não é possível uma criança vir ao mundo por parto natural sem que a mãe sinta as dores, assim é também no reino espiritual. Muitos de nós esperamos o que não é possível; para que nasçam filhos espirituais precisamos pagar o preço. Não temos sofrido para ganhar almas! Não lutamos para conquistar o mundo para Jesus! Como são nossas orações em favor dos perdidos? Nós precisamos despertar para oração. É necessário que cada crente seja um intercessor. Tudo fazemos por uma criança que está prestes a se asfixiar e nada por uma alma que se perde… Não é difícil chorar quando vemos um parente que vai embora para um lugar distante, nesse caso a nossa angústia é espontânea…. não é difícil a agonia se apoderar de nós ao contemplar num caixão um amigo querido, nesses casos as lágrimas são as coisas mais naturais do mundo! No entanto, sabemos e compreendemos que almas eternas e preciosas estão perecendo ao nosso redor, estão no caminho da separação eterna, perdidas para sempre, mas não sentimos angústia, não derramamos lágrimas… Como é pouco o que conhecemos da compaixão de Jesus? Ele chorou muitas vezes pelas almas dos homens, em oração por elas. As pessoas que mais fizeram por SEU povo, foram pessoas que intercederam, choraram, jejuaram e testemunharam: a)- Moisés – Êxodo 32:30-32- “No dia seguinte, disse Moisés ao povo: Vós cometestes grande pecado; agora, pois, subirei ao Senhor e, porventura, farei propiciação pelo vosso pecado. Tornou Moisés ao Senhor e disse: Ora, o povo cometeu grande pecado, fazendo para si deuses de ouro. Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou, se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste”. Moisés era um homem profundamente apaixonado pelo seu povo. b)- Neemias – Nem. 1:2-7 – “Veio Hanani, um de meus irmãos, com alguns de Judá; então lhes perguntei pelos Judeus que escaparam e que não foram levados para o exílio e acerca de Jerusalém. Disseram-me: Os restantes que não foram levados para o exílio e se acham lá na província, estão em grande miséria e desprezo; os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas queimadas. Tendo eu ouvido estas palavras, assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus. E disse: Ah Senhor, Deus dos céus, Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos. Estejam, pois atentos os teus ouvidos, e os teus olhos abertos, para ouvires a oração de teu servo, que hoje faço à Tua presença, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, os quais temos cometido contra TI; pois eu e a casa de meu pais temos pecado contra TI. Temos procedido de tudo corruptamente contra TI”. Neemias sentiu a miséria e o desprezo de seu povo, chorou, orou e jejuou por muitos dias e foi usado por Deus para ajudar seu povo. c)- Jeremias – Jer. 8:18-9:1 – Oh! Se eu pudesse consolar-me em minha tristeza! O meu coração desfalece dentro de mim. Eis a voz do clamor da filha de meu povo de terra mui remota. Não está o Senhor em Sião? Não está nela o seu rei? Por que me provocaram à íra com as suas imagens de escultura, com os ídolos dos estrangeiros? Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos. Estou quebrantado pela ferida da filha de meu povo; estou de luto; o espanto se apoderou de mim. Acaso não há balsamo em Gileade? Ou não há lá médico? Por que pois não se realizou a cura da filha do meu povo? Provera a Deus a minha cabeça se tornasse em águas, e os meus olhos, em fonte de lágrimas! Então choraria de dia e de noite os mortos da filha de meu povo”. Jeremias chorou muitas vezes pelo seu povo e gastou sua vida pregando a eles sobre a necessidade de arrependimento. Deus os salvou levando-os de volta a Jerusalém. d)- Paulo – Rm.9:1-3 – “Digo a verdade em Cristo, não minto, testemunhando comigo, no Espírito Santo, a minha própria consciência; tenho grande tristeza e incessante dor no coração; porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas, segundo a carne”. Rom. 10:1-4 “Irmãos, o bom desejo do meu coração e a minha súplica por Israel é para sua salvação.Porque lhes dou testemunho de que tem zelo de Deus, mas não com entendimento. Portanto, não conhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à justiça de Deus. Pois Cristo é o fim da lei para justificar a todo aquele que crê”. Paulo era apaixonado pelo seu povo, estava pronta a dar sua vida pela salvação de seu povo. Se queremos salvar nosso país, precisamos de igual modo ser apaixonados pelo nosso povo. Quantos de nós podemos estar contentes neste momento, por gastar meia hora de Oração por dia em favor dos perdidos? Como são poucos os que encontram tempo para orar. Há tempo para tudo: há tempo para dormir, há tempo para ver TV, há tempo para esportes, há tempo para visitas a amigos e parentes—só não há tempo para oração - a mais importante de todas as coisas. Por isso o apelo do profeta Joel se faz necessário hoje: “Cingi-vos de pano e saco e lamentai, sacerdotes; uivai, ministros do altar; vinde ministros de Deus….promulgai um santo jejum, convocai uma assembléia solene, congregai os anciãos, todos os moradores desta terra, para a casa do Senhor vosso Deus, e ORAI AO SENHOR.” Joel 1:13-14. Quem ama ora e quem ora testemunha de Jesus. Evangelismo é uma obra de amor. Queremos fazer a obra, mas como são poucos os recursos que temos para esse fim? Entregamos muito pouco de nossa vida, tempo e dinheiro para missões. Se queremos alcançar o mundo precisamos semear com abundância, dar com abundância e fazer alvos de sacrifício em favor da causa.
Conclusão
Cada crente deve ser um discípulo de Jesus Cristo e cumprir seu papel na evangelização do mundo. Não estamos aqui por acaso, mas nossa missão é de atalaias.
Precisamos avisar o mundo acerca de seu caminho ímpio. No mundo antigo o atalaia que falhasse em sua missão pagaria com a própria vida. Assim, o sangue de muitos será requerido de nossas mãos.

sábado, 12 de setembro de 2009

Reporter conta em detalhes como realizou a investigação que denunciou suposta rede de lavagem de dinheiro da Igreja Universal


Formada em jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, a repórter especial da Folha Elvira Lobato investigou durante um mês a ligação entre a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e as empresas …

Formada em jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, a repórter especial da Folha Elvira Lobato investigou durante um mês a ligação entre a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e as empresas Investholding e Cableinvest, ambas sediadas em paraísos fiscais.

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O resultado das apurações foi publicado pela Folha de S.Paulo na reportagem “Record tem firmas em paraísos fiscais”, em 18 de julho de 1999.

Foi a partir de uma denúncia anônima que as suspeitas surgiram. Um pacote com cópias de 75 contratos foi endereçado à redação do jornal. À época, Elvira trabalhava na Sucursal do Rio de Janeiro. Um dia, Josias de Souza, então Secretário de Redação da Folha, ligou para informá-la que iria enviar alguns documentos aos seus cuidados. ” [Ele] Disse que desconhecia a procedência deles, pois tinham sido enviados ao jornal em envelope com endereço e nome de remetente falsos, mas que parceria ser ‘coisa quente’”, conta no livro “Instinto de Repórter” (Publifolha, 2005).

Os documentos eram cópias de contratos de empréstimo concedidos a seis integrantes da igreja –Alba Maria Silva da Costa, Claudemir Mendonça de Andrade, José Fernando Passos Costa, José Antônio Alves Xavier, Márcio de Araújo Lima e João Monteiro de Castro dos Santos–pela Investholding, sediada nas Ilhas Cayman, e pela Cableinvest, localizada na ilha de Jersey, no Canal da Mancha.

O desafio da jornalista foi provar a autenticidade dos documentos e comprovar o vínculo entre as empresas e pessoas da cúpula da Igreja Universal. “Conseguir comprovar a existência de uma empresa em um paraíso fiscal é muito difícil, já que, normalmente, não há rastros destas empresas no Brasil. Elas não costumam ter registro em juntas comerciais nem em cartórios. Mas com apuração, acabei comprovando isso”, afirma em entrevista à Livraria da Folha.

A apuração da denúncia contra a IURD foi criteriosa e detalhada. Elvira chegou a entrar em contato com o delegado Matheus Cândido Martins –responsável pelo inquérito da Polícia Federal que investigava a origem dos recursos usados na compra da TV Record do Rio e de São Paulo e apurava a acusação de remessa ilegal de divisas para o exterior– para ter acesso a declarações de Imposto de Renda dos envolvidos, realizou extensas pesquisas em cartórios e conseguiu cópias de boletos de operações de câmbio no Uruguai, onde os dólares foram trocados por moeda brasileira.

Para conseguir as cópias dos boletos, a repórter se passou por advogada. “Neste caso, eu me apresentei como advogada, pois não havia outra forma de conseguir uma informação vital. Estes recursos, que eu chamo de métodos poucos ortodoxos de apuração, se justificam quando o assunto tem relevância pública”, justifica.

Após apurar informações em São Paulo, Montevidéu e Rio de Janeiro, Lobato constatou na reportagem que a Universal tinha empresas em paraísos fiscais que bancavam parte de seus investimentos através da lavagem de dinheiro. Segundo a matéria, “as duas empresas remeteram pelo menos US$ 18 milhões para o Brasil, entre 1992 e 1994″. “A TV Record do Rio foi paga com ‘empréstimos’ dessas empresas”, concluiu.

O ESQUEMA

No texto, a jornalista denunciou o funcionamento da rede de lavagem de dinheiro, que, segundo o Ministério Público de São Paulo, é formada pelo bispo Edir Macedo e por outros membros da Igreja.

“Provavelmente era dinheiro proveniente de doações de fiéis que tinha sido mandado para o exterior por doleiros e que retornava para o país como se fosse investimento estrangeiro. Esta é uma forma conhecida de ‘esquentar’ recursos de origem suspeita (como caixa dois e propinas) ou não declarados ao fisco”, explica em “Instinto de Repórter”.

Entre os membros da igreja citados na matéria estão os bispos Honorilton Gonçalves, João Batista Ramos, Marcelo Crivella e Sérgio Von Helde, conhecido por chutar a imagem de Nossa Senhora Aparecida na TV.

INSTINTO DE REPÓRTER

No livro editado pela Publifolha, a jornalista conta os bastidores das suas grandes reportagens investigativas, entre elas esta que, na época, resultou na reabertura do caso na Polícia Federal, após determinação do então procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro.

No capítulo “A Igreja Universal e os Paraísos Fiscais”, a jornalista narra detalhadamente como realizou pesquisas de informações em cartórios, procurou os sócios compradores da Record, utilizou a internet para obter mais provas e as consequências da reportagem.

Quando questionada sobre a principal característica de um repórter investigativo, Lobato diz que “primeiramente, ele precisa ser curioso. O repórter que não é curioso não vai desconfiar que existe alguma coisa errada por trás de uma aparente normalidade”. Além da curiosidade, a jornalista diz que o profissional precisa ser preparado. “Essas apurações só são possíveis quando você tem um conhecimento profundo sobre o assunto tratado”, determina.

AÇÕES

Com a publicação da reportagem “Universal chega aos 30 anos com império empresarial” (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal), também escrita por Elvira Lobato e veiculada na Folha em 15 de dezembro de 2007, a jornalista recebu o Prêmio Esso. Porém, fiéis da igreja de diversos municípios do país, entraram com 107 ações judiciais contra a repórter e a Empresa Folha da Manhã, que edita a Folha. Os fiéis pediam indenização por danos morais, alegando que se sentiram ofendidos com a reportagem, embora nenhum deles tenha sido citado.

As 84 ações julgadas até o momento tiveram sentenças favoráveis à Folha. Restam 23 ações pendentes de julgamento.