sábado, 11 de julho de 2009

ATÉ O REI DO POP DOBROU OS JOELHOS AO REI DOS REIS


Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. (Tiago 4:14) -
A paz a todos, deixei a poeira acalmar para trazer uma reflexão sobre Michel Jackson que pouco talvez tenham percebido ou visto. No último dia 08 de julho por volta das 14:00h, segundos estimativa do censo forbes, cerca de 1 bilhão de pessoas assistiram o “Tributo a Michel Jackson”, como não poderia deixar de ser o “funeral” se deu em um ritmo de grande show, isto de forma alguma, fez perder o brilho da “festa” que de certo, daqui a alguns dias estará sendo vendida em DVD, afinal a sociedade em que vivemos onde alguns sociólogos não chamam mais nem de pós-modernidade, mas de hiper-modernidade diante de tudo que vem acontecendo. Diante de tantos discursos emocionados e alguns poucos produzidos a “festa de despedida do Rei do Pop” em termos musicais foi lindo. Tive o privilégio de assistir a cerimônia em uma emissora de canal por assinatura que passou todo o evento ao vivo, não tendo como ser editado; observei amigos de Michel Jackson fazendo o seu tributo, mas confesso que fiquei arrepiado ao ver um colega pastor que ao falar da vida do Rei do Pop o elevou ao patamar de semideus, tive medo daquele pastor falar que Michel foi maior que Cristo, e olha que faltou pouco. Entre as coisas que o pastor disse cito algumas: “Se hoje temos um presidente afro-americano no poder, devemos isto a Michel Jackson” o auditório o ovacionou, “Se temos igualdade racial hoje, foi Michel Jackson quem abriu as portas...” “Os Direitos Civis se consolidaram, agradecemos a Michel Jackson” e por aí vai. Ao terminar seu discurso o mesmo é aplaudido de pé por todos os presentes. O jornalista que comentava o evento falou, ”Que belo discurso, ele conseguiu contagiar todos da platéia e nós que estamos em casa, este homem é um grande orador...” e o outro jornalista fala “Ora ele tem o dom da oratória, afinal ele é um pastor e soube utilizar as palavras certas, foi muito ético ao citar o nome do pai de Michel ele foi perfeito...”. Ao final a filha de Michel fala com o coração de uma criança de 11 anos, fala do amor que sente pelo pai e a falta que ele iria fazer confesso que ao ouvir aquela criança visivelmente abalada, sem roteiro, abriu seu coração diante de tantas pessoas me emocionei com aquela criança. Após uma música ecumênica onde no telão foi colocado dos os símbolos religiosos, do paganismo ao cristianismo, todos cantam juntos pedindo a união dos povos, depois o cortejo fúnebre sai e a família acompanha passados alguns minutos sobe a tribuna um pastor e diz que ali está com autorização da família para fazer uma breve oração e pede para que todos dêem a mão independente de seu credo religioso (aqui confesso meu preconceito e rapidez em julgar, pois pensei cá comigo, “lá vem outro”) E aquele pastor de meia idade começa a falar sobre o texto de Tiago já citado sobre a fragilidade da vida, e ele usou da mesma habilidade que apóstolo Paulo no areópago quando disse: (Atos 17:22-23) – “E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos; Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio. Aquele pastor falando que Michel Jackson foi brilhante e ousado na Palavra do Senhor e tremendamente ético. Em sua oração ele agradece a Deus o dom da vida, reconhece o Senhorio de Jesus e terminada dizendo “Hoje o rei do pop tevê que se ajoelhar ao Rei dos Reis o Senhor Jesus, o qual nós fazemos está oração, que Ele é o eterno Rei merece para sempre honra glória e poder amém”. Houve um silencio inquietante naquele recinto, pois aquele pastor, louvado seja Deus, não estava preocupado com que as pessoas iriam pensar o dizer dele, mas estava preocupado e anunciar a Cristo como o único Rei de toda a terra e que em breve, rico ou pobre, preto ou branco bom ou mal. Todos haveremos de estar em sua presença e ouvir a última sentença:” Vinde bendito de meu Pai” ou “Aparta-te de mim”, devemos lembrar ainda o Tiago escreve em sua epístola inspirado por Deus (Tiago 1:9-12) - Mas glorie-se o irmão abatido na sua exaltação, E o rico em seu abatimento; porque ele passará como a flor da erva. Porque sai o sol com ardor, e a erva seca, e a sua flor cai, e a formosa aparência do seu aspecto perece; assim se murchará também o rico em seus caminhos. Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. Só Jesus Salva!
Pr. Celmir Guilherme Moreira Ribeiro
Pastor da Primeira Igreja Batista em Fragoso e Interino da Segunda Igreja Batista em Magé
Professor de Teologia

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Mamãe eu sou Gospel




Mamãe eu sou gospel!
Renato Vargens

O impagável André "Reverbério" compôs uma canção extremamente inteligente satirizando o chamado movimento gospel. De forma descontraída André relata a história de um rapaz que comunica a sua mãe que virou um "crente gospel".
Pois é, essa coisa chamada gospel virou febre neste tupiniquim país! A consequência disso é que em nome da espiritualidade a fé bíblica-cristã tem sido comercializada de modo escandaloso. Em nome de Deus, a música e a adoração, passaram a ser vendidas como um produto qualquer em nossos templos. Cantores, cantoras em nome do ministério, estipulam valores altíssimos, para adorar aquele que é digno de todo louvor. Há pouco, soube de uma cantora famosa que cobrara "X" para cantar numa igreja, no entanto, a clausula contratual, afirmava claramente que se a igreja desejasse que ela cantasse canções do seu novo CD, o preço seria "Y".
Ah! quero lhe confessar uma coisa: Estou cansado dessa história de Gospel! Estou cansado de gente que se locupleta em nome de Deus! Estou cansado do mercantilismo evangélico, da prosperidade desprovida da ética, bem como dos profetas mercadores dessa geração. Que saudade da boa música, ministrada, cantada, com unção, cujo interesse era simplesmente engrandecer o nome de Deus! Que saudade, do louvor apaixonado, que brotava do peito dos adoradores como um grito de paixão e amor. Lembro de momentos maravilhosos onde a igreja prostrava-se em adoração ao Senhor da vida cantando músicas cujas as letras e melodia eram irrepreensiveis.
Ah! meu amigo, e o que mais me chama atenção, é que mesmo diante de tantas aberrações alguns continuam advogando a causa de que estamos vivendo momentos de um genuíno avivamento. Por favor responda sinceramente: Será? Que avivamento é esse, que não produz frutos de arrependimento? Que avivamento é esse que não muda o comportamento do crente? Que avivamento é esse que não converte o coração do marido a esposa e vice-versa? Que avivamento é esse que dicotomiza a relação entre pais e filhos? Que avivamento é esse que relativiza a ética? Que avivamento é esse que comercializa de modo adoecedor a glória de Deus?
Ora, alguma precisa ser feita, os valores do reino de Deus precisam ser resgatados, chega da fé mercantilista, chega da "gospelização" da vida!
Amados, mais do que nunca é imprescindível que reflitamos a luz da história sobre o significado e importância da Reforma. Acredito piamente que os conceitos pregados pelos reformadores precisam ser resgatados e proclamados a quantos pudermos, até porque, somente agindo desta forma poderemos sair deste momento preocupante e patológico da igreja brasileira.
Uma nova reforma Já!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

SAINDO DA ZONA DE CONFORTO


E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus. (Mateus14,29)

Ao nos lermos o texto de Mateus capitulo 14-23-33, tirar algumas pérolas para a nossa vida diária, mas antes devemos entender o contexto em que a narrativa bíblica acontece. O Senhor Jesus havia acabado de suprir a fome espiritual e material de milhares de pessoas, por isso, como de costume ele se ausenta, precisa de um momento de silêncio, longe de tudo e de todos para se dedicar a oração e sobe ao monte à manda seus discípulos atravessarem para outra margem do Mar da Galiléia, ali ele tem um contato mais pessoal com as pessoas (ver VS. 22, antes de subir o monte para sua oração, e o fato de Jesus subir o monte, não há nada místico ou algum ensinamento com relação a “subir monte” para orar, era simplesmente a maneira com a qual Jesus poderia ter uma conversa intima com o Pai sem ser procurado, o nosso “monte” pode ser a Igreja, um quarto, um carro, nosso monte é qualquer lugar onde podemos ficar ligado intimamente com Deus, sem telefone para atrapalhar nossa intimidade, sem campainhas ou qualquer outra coisa que nos roube a atenção. Dada estas palavras introdutórias vejamos o que o Senhor tem para nós nesta bela passagem, a hora seria entre Três e seis da manhã (quarta vigília), o barco já está bem distante da margem, um vento forte e contrário bate violentamente contra o barco onde se encontra os discípulos, as ondas arremessam o barco de um lado para outro, de repente eles vêem um vulto findo sua direção, como medo se deixam levar pela fantasia, ou pelo pensamento da época e acham que é um fantasma que vem em sua direção, e como medo, tomados de pavor, não pela tempestade, pois eram pescadores e estavam acostumados com ela, mas pelo o inusitado de um homem que vem em sua direção andando sobre as águas, gritam de pavor, mas Jesus em sua doce vós fala Tende bom ânimo, sou eu, não temais. Jesus utiliza a mesma palavra usada em Êxodo 3:14, esta frade representa a divindade de Cristo. Pedro pede para ir ter com ele se realmente ela o Cristo e o Senhor o chama, mas devido ao medo ele começa a afundar nas águas e clama por Jesus que prontamente lhe estende a mão e lhe questiona sobre a fé, logo ambos entram no barco e a tempestade cessa e ficam todos pasmos e adoram ao Senhor e dizem: És verdadeiramente o Filho de Deus.
LIÇÕES PARA OOS NOSSOS DIAS:

I- NOSSA ZONA DE CONFORTO - Alguns sabem que o melhor lugar para se estar durante uma tempestade no mar e dentro de um barco e não fora dele nas águas, onde a correnteza pode nos tragar, o barco é nossa área de conforto, é o local onde muito de nós jamais queremos sair, temos medo de nos arriscar, temos medo de nos machucar, muito de nós ficamos conformados com a situação em que vivemos e até dizemos que isso é da vontade de Deus, eu creio que tudo que acontece é da permissão de Deus, mas também creio que muita coisa Deus permite que aconteça para o nosso crescimento espiritual e muitas das vezes não percebemos isso e deixamos de aprender no momento de dificuldade, onde o Senhor que derramar sobre nós bênçãos sem medida, quer forjar a nossa fé, quer transformar com em tatás vezes na história aconteceu, maldição em bênção, mas ficamos apavorados, petrificados e acomodados.

II- NÃO FAÇAMOS NADA SEM CUNSULTAR A DEUS – Pedro é um homem de fé, em meio a dificuldades ele sai de sua zona de conforto para ser confortado por Deus, ele sai do barco, assim como Deus às vezes nos chama para sairmos do conforto de nossas Igrejas para encontrar com ele lá fora, onde vidas estão sendo ceifadas por que faltam pessoas disponíveis para o trabalho que o Senhor nos convocou. Contudo, eu vejo aqui Pedro como um homem prudente e cheio de temor do Senhor, ele não daí do barco sem antes consultar a Deus “E respondeu-lhe Pedro, e disse: Senhor se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas.” Só depois de ouvir o VEM! De Jesus ele vai, algumas vezes queremos fazer algo para Jesus, mas sem Jesus, e isto é um erro gravíssimo, pois como na parábola da videira nós somos apenas os ramos, sem Ele nada podemos fazer, devemos sair de nossa zona de conforto, mas precisamos ouvir o “VEM!” de Jesus, mas incorramos no mesmo erro de Saul que achando que poderia fazer sacrifício sem a autorização do Senhor conforme a narrativa de I Samuel capítulo 13.

III- ZONA DE CONFORTO - Pedro alheio a todo o pavor aos gritos de seus colegas ele houve a voz de Deus e vai ao encontro do Senhor, contudo as dificuldades do percurso o fazem desanimar na fé e acabam afundando, meus amigos leitores, quantas vezes nós não somos iguais a Pedro, começamos bem a obra, contudo devido aos “ventos” contrários ficamos desanimados e afundamos nos sonhos que Deus tem para nós, desistimos durante a peleja, nossa fé de esmorece, até temos a boa intenção de sair da nossa “zona de conforto”, mas damos ouvidos as pessoas que não querem ver a obra de Deus indo avante e damos, mas créditos a eles do que ao próprio Senhor, na experiência de Pedro, vejo neste momento de aflição, neste momento de crise ele clama o nome que é sobre todos os nomes, ele clama por Jesus e de imediato estende a sua mão nos ergue. Neste ponto não vejo Jesus repreendendo a Pedro, mas o pastoreando dizendo: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” Aqui faço a seguinte leitura até porque os verbos utilizados no Grego Koine (Grego da época dos escritos) me permitem fazer esta exegese, è como se o Senhor estivesse falando” Pedro você estava indo tão bem, ao contrário dos outros você ouviu a minha voz saiu do barco (Zona de Conforto) estava caminhando bem, estava vindo ao meu encontro, mas se deixou levar pelas circunstâncias, ora Pedro não duvide e, faço mais uma paráfrase nada pode mudar ou abalar a minha fé em Cristo, em trilhar o caminho até Ele.
CONCLUSÃO – Meus amados leitores saiam da nossa área de conforto, ouçamos o chamado de Jesus, não importe com as circunstâncias, continue andando ao encontro do Senhor, pois Ele é verdadeiramente o próprio Deus.
Que o Senhor nos abençoe.

Pr. Celmir Guilherme Moreira Ribeiro
Pastor da Primeira Igreja Batista em Fragoso – Magé – RJ

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Sendo Confrontado por Deus


A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido; (João 4:17)
Ao lermos o evangelho de João capítulo 4, 4-42 observamos a narrativa do encontro de Jesus com uma mulher samaritana, nos primeiros versos vemos Jesus saindo da Judéia e indo para Galiléia, entre estas duas cidades era necessário passar por Sicar que pode ser claramente entendida como Siquém (Gn. 33.19), está cidade era de Samaritanos que devido ao ocorrido quando da divisão do Reino, logo após o reinado de Salomão e depois sendo o reino do norte conquistado pelos assírios, houve uma mistura da raça, prática utilizada pelos assírios, quando Neemias vai ajudar na reconstrução dos muros de Jerusalém, os “samaritanos” são excluídos deste privilégio, pois haviam se corrompido espiritualmente. Daí o ódio racional e acepção de pessoas que ocorre entre os samaritanos e os judeus é o confronto da tribo do norte que só tivera reis ímpios e idólatras, com o reino do sul – Judá, o qual manteve a linhagem davídica e, por isso, a promessa messiânica. Dados estes esclarecimentos introdutórios vejamos o que a Palavra de Deus tem para os nossos corações neste encontro, que é o encontro do confronto do pecado com a maravilhosa graça de Cristo Jesus. Valho-me de alguns pontos para o melhor entendimento dos leitores.
I – O CONFRONTO RACIAL –
Quando em sua jornada junto com os discípulos Jesus chega à entrada da cidade de Sicar Ele fica junto ao poço de Jacó e manda seus discípulos comprarem comida, pois no seu conhecimento divino, como Jesus-Homem-Jesus-Deus, o nosso Senhor estava à espera de uma mulher que necessitava urgentemente da libertação de sua alma, narra o texto que chegando a hora sexta, ou seja, ao meio-dia apareceu uma mulher para retirar água do poço, o interessante é lembramos que no deserto de Sicar naquele horário, ninguém saia para pegar água, pois o calor era muito intenso, contudo esta mulher escolhe exatamente este horário, para não ser confrontada com outras mulheres, Jesus inicia o diálogo pedindo água aquela mulher que cheia de rancor em seu coração e preconceitos, olha para Jesus e vendo a sua indumentária que o identificava com Judeus diz: “Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos).” Observamos aqui o primeiro confronto que o Senhor faz aos nossos corações, quando somos convidados e levar o evangelho a pessoas que são diferente de nós seja racialmente ou culturalmente, nos abstemos da nossa missão de ser sal e luz, PIS não queremos sair do conforto de nossos templos, não queremos enfrentar o sol e a chuva para pregar a boa semente, pois achamos que diante de Deus nós somos melhores do que outra criatura e com isso esquecemos que Deus ama a todos, que Jesus morreu na cruz para remissão do pecado de todos os homens que venham a aceitá-lo como único, exclusivo e suficiente salvador, alguns de nós temos tornado as nossas igrejas em verdadeiros “Clubes Sociais” e quando a nossa consciência dói resolvemos doar alguma coisa para a comunidade, mas não queremos os que cheiram mal, os que não se vestem ou falam bem, que não possuam certo poder aquisitivo no nosso meio, eles não podem fazer parte do nosso “Clube Social”, afinal as poltronas são novas, os banheiros estão limpos e não queremos este “tipo de gente” circulando em nossa igreja, pois elas assustam os nossos visitantes.
II – O CONFRONTO DE IDÉIAS
Jesus procurando despertar na mulher o senso de necessidade pessoal e interesse pelas coisas espirituais, fala-lhe de uma dádiva melhor do que Ele lhe tinha pedido. Jesus desejava dar esta dádiva caso aquela mulher aceitasse voluntariamente, contudo a mulher se surpreende de que Jesus poderia se capaz de trazer água viva da fonte onde Jacó havia falhado no mesmo propósito. É assim que aquela mulher interpreta a “dádiva da água viva”; a misteriosa alusão de Jesus a água viva o conduz a anunciar a verdade que Ele mesmo mata a sede do homem para sempre, a água do poço de Jacó satisfaz apenas temporariamente, porém Ele pode dar a vida eterna que jorra na alma, satisfazendo cabalmente todos os desejos mais íntimos dos homens. A mulher samaritana entende que esta água que Jesus a oferecia, era uma mágica que iria fazer com que ela não se precisa voltar a pegar água no poço e assim ter conforto físico e evitar o confronto com outras mulheres da aldeia. Assim estamos alguns de nós hoje, buscando coisas perenes no lugar de coisas eternas, procurando um cristianismo que nos satisfaça aqui e agora, como se não fossemos peregrinos aqui nesta terra, agimos às vezes como que se Jesus não fosse voltar e queremos que Jesus nos dê carros novos e importados, casas enorme, quiçá cobertura em frente à praia, pois o que interessa é viver alucinadamente o presente, viver um consumismo irracional, e buscando igrejas em que seus “pastores” que nos confronte com o nosso pecado e nos leve a uma reflexão e em conseqüência ao arrependimento que nos faça querer voluntariamente e ardentemente beber da “água da vida” e sermos transformados por Cristo Jesus e sabermos que as aflições do presente tempo não podem ser compradas com glória que nos espera, é um confronto de ideais, é o confronto da comida que perece com o pão da vida que sacia a fome da alma e dá a cada um de nós a tranqüilidade e a paz que excede todo e qualquer entendimento. A mulher samaritana quando confrontado por Jesus em seus pecados ela tenta mudar o rumo da conversa, falando sobre adoração, pois Jesus havia tocado na sua ferida, naquilo que ele tentava esconder, naquilo que a fazia buscar água em um poço ao meio-dia, Jesus queria tira a “casca da ferida” para poder fazer um limpeza, tirar a parte purulenta para dar saúde aquela mulher. È isso que Jesus deseja fazer a cada um de nós Ele deseja cuidar de nossa alma.
CONCLUSÃO –
Após se confrontada Jesus fala que o Pai está à procura de verdadeiros adoradores que o adorem em espírito e verdade, Jesus ao apresentar-se aquela mulher como o messias que pode saciar a nossa sede da alma, aquela mulher entende a necessidade urgente de levar as boas novas e nada poderia atrapalhar a sua missão, por isso ela deixa o cântaro que iria atrapalhar sua corrida e fala das maravilhas de Cristo aos moradores da aldeia que também desejam beber da Fonte de água viva e dizem (4:42) Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo. Meu amado leitor permita-se ser confrontado por Deus, sem preconceitos ou pseudos argumento e corramos para anunciar a Jesus Cristo o Autor e Consumador da Nossa Fé. Que Deus abençoe a todos.

Pastor Celmir Guilherme Moreira Ribeiro
Pastor da Primeira Igreja Batista em Fragoso – Magé –RJ

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O Homossexualismo e a Igreja II


O Homossexualismo e a Igreja – Parte II

Ainda tratando deste assunto de grande relevância para os dias de hoje, creio que devemos ter um melhor preparo com relação ao AP (Aconselhamento Pastoral), é de mister que um bom líder esteja se atualizando, para que o ministério que o Senhor o deu, seja eficaz em sua comunidade, muitos de nós gastamos horas (e não acho errado, muito pelo contrário) preparando um sermão impactante, isto é bom, contudo não podemos negligenciar no AP. Neste artigo irei fazer algumas citações da obra de Collins, Gary R. – Aconselhamento Cristão:Edição Século 21.
Não é fácil aconselhar de maneira organizada e competente, principalmente diante dos fatos que são muito variados, as necessidades, imensas, e as técnicas de aconselhamento, muitas vezes são confusa e contraditória. Independente de qual tenha sido a sua formação, o pastor não tem o privilégio de escolher se vai ou não aconselhar os membros de seu rebanho, pois isto é inevitável que eles levem seus problemas até ele, em busca de orientação e de uma palavra de sabedoria. Não há como contornar isto, se ele permanecer no mistério pastoral. “A opção que ele tem fazer não é entre aconselhar ou não, mais sim entre aconselhar de maneira organizada e competente, ou fazê-lo de formar caótica e incompetente”, já dizia a muitos anos Wayne Oates. Temos que encarar o problema da homossexualidade como a “doença da Alma” e como bons despenseiros de Deus, ela deseja nos usar para a cura interior dessas almas perdidas que carecem de cuidado competente e misericordioso, não devemos lutar contra o homossexualismo apenas na esfera institucional, mas também devemos fazê-lo na esfera transcendental afinal o apóstolo Paulo, inspirado por Deus nos diz: (Efésios 6:12) - Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. É importante no trato deste grupo específico de uma maneira eficaz quando o conselheiro no AP presta uma assistência afetuosa, sensível, compreensivo, deve demonstrar interesse sincero e tem disposição para confrontar pessoas, mantendo uma atitude de amor. Certamente, Jesus Cristo é o melhor modelo de um “Maravilhoso Conselheiro” , cuja personalidade, conhecimento e habilidades capacitavam-no a dar assistência efetiva aos necessitados, pois Ele é Jesus Homem e Jesus Deus. A Igreja é lugar de cura, ela é uma comunidade terapêutica e não um clube como algumas pessoas tentam fazer, ou um monastério, a Igreja precisa urgente revitalizar o seu aspecto da comunhão, ou Koinonina, que envolvia o relacionamento comunitário entre os membros, a participação ativa de todos na expansão do evangelho e na edificação dos crentes. Dadas estas palavras introdutórias, voltemos a questão da evangelização deste grupo específico. Como se sente uma pessoa que luta contra seu homossexualismo? Nestas linhas está o depoimento real de um jovem estudante. “ O fato de eu me sentir mais atraído por homens do que pelas mulheres não foi opção minha. Se eu pudesse escolher,certamente gostaria de não ser uma pessoa que todos ou outros caras consideram um anormal. Quando percebi que sentia desejo sexual por rapazes, e não por garotas, fiquei completamente desesperado... Tive de enfrentar tudo isso sozinho. Nunca contei a ninguém sobre meu problema, pois tinha medo de ser rejeitado... Eu sou cristão desde os sete anos, e já tinha pedido a Deus para levar meu homossexualismo embora muitas vezes... “
As Causas do Homossexualismo
Apesar dos talvez milhares de estudos científicos sobre o homossexualismo, a verdade é que não se identificou nenhum fator isolado que possa causar o homossexualismo. Contudo podemos descrever algumas causas:
1- Relacionamento entre pais e filhos – A escritora cristã Elizabeth R. Morbely, em sua pesquisa, sugere que o homossexualismo não resulta de um relacionamento problemático com o progenitor do sexo oposto, mas sim de um defeito nas relações com o progenitor do mesmo sexo.
2- Relacionamentos Familiares - Descobriu-se que ocorre homossexualismo quando:
• A Mãe na confia em mulheres, ou tem medo delas, e ensina isso ao filho.
• A mãe não confia em homens, ou tem medo deles, e ensina isso a filha.
• O menino vive cercado de mulheres (mães, irmãs, tias), mas tem pouco contato com homens adultos e, assim, aprender a pensar e agir como menina.
• Pais que desejam uma filha, mas tiveram um menino, criam o garoto de forma que ele aja como menina. Situação semelhante ocorre quando os pais queriam menino, mas nasceu menina; em ambos os casos, a criança fica confusa sobre sua identidade e orientação sexual.
• O filho é rejeitado ou desprezado pelo pai e, portanto, se sente inadequado como homem e fica inseguro sobre o modo com os homens se relacionam com as mulheres.
• A filha é rejeitada pela mãe e, portanto, se sente inadequada como mulher e não consegue se relacionar bem com os homens.
• Pai e mãe têm medo de sexo, não gostam de discutir o assunto em casa ou condenam o sexo veementemente. Em qualquer um desses casos, a criança adquire uma visão distorcida do sexo e, por causa disso, tem dificuldade de se ajustar sexualmente.
• A mãe mima tanto o filho que ele fica preso por ela, não consegue se separar, e se convence que nenhuma companheira jamais poderá se comparar a ela. O mesmo ocorre com a filha em relação ao pai.


A lista poderia ser estendida, mas fica para um próximo artigo e que também iremos falar sobre o efeito do homossexualismo. Mas vamos ao ponto importante.
O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE HOMOSSEXUALISMO.
A Bíblia não diz muito sobre o homossexualismo, mas sempre que ela se refere ao assunto de maneira negativa, pois é evidente que os atos eróticos homossexuais são errado. Se a manifestação do homossexualismo é um pecado, o que podemos dizer sobre os pensamentos e sentimentos homossexuais em nosso AP?
No aconselhamento Pastoral (AP), começa com a nossa própria atitude. Se você faz piadas sobre homossexuais, aceita os estereótipos sem um olhar misericordioso ou conhece pouco do assunto, a sua ajuda será de pouca utilidade. Jesus amou os pecadores e os que eram tentados a pecar. Nós, que procuramos seguir seus passos, devemos fazer o mesmo. Senão temos compaixão pelos homossexuais declarados e pelas pessoas com tendência homossexual, precisamos pedir a Deus que nos dê compaixão. Se o homossexualismo é fundamentalmente um comportamento aprendido, como as evidências indicam, então podem ser desaprendidos. O comportamento homossexual é um pecado, com a Bíblia nos ensina e ela é, e deve ser a nossa regra de fé e prática então o perdão está a alcance do pecador, assim como o socorro divino pode mudar este comportamento, através do arrependimento e cura da alma. O processo de mudança não é fácil para o homossexual e seu conselheiro. Mas podemos ser otimista pois o Senhor diz: (Isaías 61:1-3) - O ESPÍRITO do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; A apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do SENHOR, para que ele seja glorificado. Que o Senhor nos ajude e que tenhamos sabedoria do alto para está luta que está começando, mas sabemos que já somos vencedores através de Cristo Jesus, Autor e Consumador da nossa Fé. Até o próximo artigo.


Pastor Celmir Guilherme Moreira Ribeiro
Pastor da Primeira Igreja Batista em Fragoso

quarta-feira, 17 de junho de 2009

E eu? O que ganho com isso?



por Renato Vargens
Este mundo pós-moderno se caracteriza por um estilo de vida hedonista aonde o que importa é satisfazer prioritariamente suas vontades, independente de que isso signifique atropelar conceitos e pessoas. Infelizmente as relações neste inicio de século XXI se fundamentam em trocas e barganhas onde o mais importante é descobrir o que eu posso ganhar e lucrar.
Em nosso país, é muito comum, ouvirmos dos lábios daqueles que nos relacionamos o que é que se pode ganhar com aquele tipo de atitude ou comportamento. Lembro que na década de 70 existia uma propaganda vinculada em rede de TV sobre uma marca de cigarro, na qual o ex-jogador da seleção brasileira Gérson era o protagonista. A propaganda dizia que comprar o cigarro em questão era vantajoso por ser melhor e mais barato que as outras marcas. E ao no final do comercial Gérson zombeteiramente dizia:"Você também gosta de levar vantagem em tudo, certo?”
Com o passar dos anos a propaganda captou um elemento de identificação que estava no imaginário popular. O jargão usado na época se transformou então naquilo que hoje denominamos de lei de Gerson, a qual passou a funcionar como mais um elemento na definição da identidade nacional e o símbolo mais explícito da nossa ética ou falta dela.
Por fatores dos mais diversos, a sociedade brasileira vem vivendo há muitos anos debaixo de uma enorme crise moral e relacional. E claro, como não poderia deixar de ser, a igreja evangélica também. Há pouco tempo, ouvi a história de um crente que ao ser reprovado no exame de uma auto-escola, recebeu a proposta por parte do examinador de pagar por fora R$ 50, 00, a fim de que o exame fosse refeito. Tal “irmão” sem titubeios prontamente aceitou, dizendo ser aquilo a uma grande benção de Deus, afinal de contas o que importa é não perder.
Diante deste triste relato sou obrigado a lhe perguntar: Será que os fins justificam os meios? Será que devemos dar um “jeitinho” em tudo para atingirmos os nossos objetivos? Será que sempre tenho que ganhar alguma coisa? Ora, claro que não. Entretanto, essa sociedade encontra-se tão adoecida, que práticas como esta, se entranharam em nossos hábitos e costumes, fazendo-nos achar que não existe nenhum mal em subornar alguém. Junta-se a isso o fato de que as relações interpessoais são egoístas, manipuladores e utilitárias. Na verdade, parece que vivemos debaixo de uma síndrome, onde o que é importa é prevalecer sobre o outro, independente de que para isso precisemos atropelar conceitos, princípios e vidas.
Como cristãos somos desafiados a não vivermos segundo as regras deste sistema. De maneira alguma podemos permitir que valores antiéticos e amorais conduzam nossas vidas. Na perspectiva bíblica jamais nos será permitido negociarmos o inegociável, nem tampouco, instrumentalizarmos as pessoas com vistas ao nosso sucesso pessoal. Os pressupostos do reino nos motivam a vivermos uma vida justa, reta e equânime, onde nem sempre ganhamos.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

terça-feira, 16 de junho de 2009

Quando a esposa do pastor é tratada como pestinha e piolho.

O bispo da Igreja Universal Edir Macedo afirmou em uma palestra que algumas esposas de pastoras são como umas pestes ou piolhos. (1) Segundo Macedo uma das razões do fracasso do pastor é a esposa com que casou, e que algumas delas só servem para serem mulheres. Podemos ver o audio de Palestra aos "Pastores" no endereço http://www.youtube.com/watch?v=rtkhS8nl3Vs

Caro leitor, na minha opinião o conceito que este senhor tem da esposa do pastor é um dos mais absurdos que já ouvi em toda a minha vida.

Pois é, na minha caminhada cristã, tenho visto um número significativo de esposas de pastores, marcadas negativamente pela igreja. Na verdade, basta olharmos para os nossos arraiais evangélicos que perceberemos uma quantidade de mulheres de Deus, feridas e adoecidas emocionalmente em virtude da pressão do ministério pastoral do marido.

É muito comum em nossas comunidades cobrarmos das esposas de nossos pastores, atitudes e comportamentos perfeitos. Na verdade, para muitos é absolutamente natural, exigir de nossas irmãs, aquilo que comumente exigimos de nossos pastores. E é pensando assim, que boa parte do povo de Deus estabeleceu em nome da pseudo-espiritualidade, que as esposas de pastores, devam estar presentes no maior número de reuniões possíveis. Para tais pessoas, a mulher do pastor tem que ser apta a coordenar ao mesmo tempo crianças, ministério de louvor, além obviamente de sociedades femininas. Isto sem falar, que a educação dada aos filhos deve ser perfeita, ilibada; e que a sua postura e comportamento devem ser irrepreensíveis, culminando assim com o sorriso constante de alguém que não experimenta crises e problemas. Para piorar a situação, muitas igrejas têm vivido debaixo da tirania da imposição, onde todas as mulheres de pastores eminentemente devem ser ordenadas pastoras.

Queridos, cobrar das nossas irmãs, esposas de pastores, aquilo que Deus não lhes chamou para fazerem ou executarem é no mínimo perverso. É importante que entendamos que muitas delas foram chamadas por Deus, para exercerem um ministério cristão, no entanto, torna-se imprescindível que também entendamos que as mulheres, não foram por Deus chamadas para exercerem o ministério pastoral. Ora, o simples fato de exigirmos com que tais irmãs exerçam aquilo pelo qual não foram chamadas contribui significativamente para o seu adoecimento.
É de fundamental importância que compreendamos que a missão de ser auxiliadora do marido por si só já é dificílima. Isto sem contar o fato de que a esposa do pastor ainda carrega no bojo da vida a sublime missão de ser mulher, profissional, mãe e esposa!

Porque então colocar sobre nossas irmãs um peso que o Senhor não colocou?Minha oração é que o nosso Deus nos ensine a sermos equilibrados, bem como possuirmos bom senso, até porque, tais atributos tornam-se indispensáveis a uma comunidade rica e saudável.

Pense nisso!
Renato Vargens


A paz,

O senhor Edir Macedo, deve sofrer de uma sociopatia e o pior que está deixando muitos doentes, outro dia uma ovelha de nossa igreja me perguntou? "Pastor eu não entendo, sou um servo de Deus, busca andar segundo a vontade Dele e tudo para mim é difícil. Meu vizinho que tem uma vida toda torta entrou para a Igreja Universal do Reino de Deus e agora tem carro novo, uma boa vida, contudo continua levando a mesma vida torta, como o senhor me explica isso?" Respondi aquele jovem o que o Senhor Jesus nos ensina em 4 (Mateus 24:24) - Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. e ainda citei aquele jovem o que propôs Senhor na parábola narrada em Lucas 12,15-21. O pastor Renato foi muito felizem sua prontidão e avidez e usado pelo Senhor de uma maneira inteligente, rechaçou o infame Edir Macedo, na sua pavorosa reunião com pastores, que pode ser vista no youtube no endereço http://www.youtube.com/watch?v=rtkhS8nl3Vs. Creio que cada um de nós possamos estar sempre prontos a falar da razão da nossa fé, como o amado Pr. Renato o fez. E lembre-mo-nos o que o Senhor nos ensina a fazermos uma apologética cristã pois "o mal só triunfa quando o bem se cala" através de Tiago 4:17 - Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado. Omissão também é pecado. Que o Senhor continue iluminado o pastor Renato e sempre nos traga a uma reflexão.

Pr. Celmir Guilherme Moreira Ribeiro